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Donald, I love you

Versão ampliada de artigo publicado na Folha de S.Paulo em 16 de março de 2020.

A política externa brasileira causa perplexidade. Como pode um grande país, pergunta-se no mundo inteiro, comportar-se de forma tão inconsequente, subalterna e até ridícula? O Brasil, um dos gigantes do planeta, apresenta-se agora como um anão ignorante e ressentido.

Estranho, em especial, é o alinhamento aos Estados Unidos. Pelas suas dimensões territoriais, demográficas e econômicas, o Brasil não cabe no quintal de ninguém – frase que escolhi, et pour cause, como título de livro publicado há pouco. E, no entanto, como o pessoal se esforça! O esforço inédito para enquadrar-nos no quintal dos EUA é ao mesmo tempo chocante e intrigante. Este artigo é uma tentativa, talvez ilusória, talvez imaginativa demais, de captar a lógica da atual política externa, em especial da relação com o grande irmão do Norte. Pode bem ser, leitor, que não exista lógica nenhuma. Mas quero crer que exista, sim, algum “método nessa loucura”, como diria Hamlet.

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