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Bolsonaro em declínio terminal?

A dupla crise da saúde pública e da economia pode vir a ser devastadora. A pandemia não está sob controle. A recessão é inevitável a esta altura, no Brasil e em grande parte da economia mundial. A questão é se será possível evitar uma grande depressão, como a que ocorreu na década de 1930.

E, no entanto, as piores desgraças têm o seu potencial positivo. É preciso saber enxergá-lo e, sobretudo, agir para transformá-lo em realidade. Graças à atuação de figuras excepcionais como Roosevelt, no campo político, e Keynes, no campo da economia, a crise dos anos 1930 foi aproveitada para mudar os paradigmas em termos de teoria e políticas econômicas e de políticas públicas em várias outras áreas.

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Donald, I love you

Versão ampliada de artigo publicado na Folha de S.Paulo em 16 de março de 2020.

A política externa brasileira causa perplexidade. Como pode um grande país, pergunta-se no mundo inteiro, comportar-se de forma tão inconsequente, subalterna e até ridícula? O Brasil, um dos gigantes do planeta, apresenta-se agora como um anão ignorante e ressentido.

Estranho, em especial, é o alinhamento aos Estados Unidos. Pelas suas dimensões territoriais, demográficas e econômicas, o Brasil não cabe no quintal de ninguém – frase que escolhi, et pour cause, como título de livro publicado há pouco. E, no entanto, como o pessoal se esforça! O esforço inédito para enquadrar-nos no quintal dos EUA é ao mesmo tempo chocante e intrigante. Este artigo é uma tentativa, talvez ilusória, talvez imaginativa demais, de captar a lógica da atual política externa, em especial da relação com o grande irmão do Norte. Pode bem ser, leitor, que não exista lógica nenhuma. Mas quero crer que exista, sim, algum “método nessa loucura”, como diria Hamlet.

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As crianças de Fossoli

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