Banco Central e bancos na crise
Não faz sentido buscar embates com a China
O que está por vir após a pandemia é uma crise econômica de grande magnitude, nunca vivenciada pela maior parte dos brasileiros em idade adulta. Para evitar que se transforme em depressão econômica, serão exigidas do governo federal políticas coerentes e concatenadas. Agrava este cenário o comportamento de permanente confronto do presidente da República Jair Bolsonaro, dos seus filhos e de alguns de seus ministros da chamada “ala ideológica”, que quando não se digladiam com ministros do próprio governo, criam e alimentam novas crises, a mais recente contra a China, maior parceira comercial do Brasil.
Bolsonaro em declínio terminal?
A dupla crise da saúde pública e da economia pode vir a ser devastadora. A pandemia não está sob controle. A recessão é inevitável a esta altura, no Brasil e em grande parte da economia mundial. A questão é se será possível evitar uma grande depressão, como a que ocorreu na década de 1930.
E, no entanto, as piores desgraças têm o seu potencial positivo. É preciso saber enxergá-lo e, sobretudo, agir para transformá-lo em realidade. Graças à atuação de figuras excepcionais como Roosevelt, no campo político, e Keynes, no campo da economia, a crise dos anos 1930 foi aproveitada para mudar os paradigmas em termos de teoria e políticas econômicas e de políticas públicas em várias outras áreas.
Ler maisO grande dilema da crise
Debate econômico em tempos de crise: manipulação e falsa pluralidade
Há formas de controlar o debate público que são muito conhecidas, entre elas o noticiário seletivo, a editorialização de reportagens

Gostaria hoje de ter uma conversa reservada com amigos e correligionários. Se algum bolsominion, pato, ou outro adversário qualquer, estiver extraviado por aqui neste momento, peço gentilmente que se retire.
Ler maisImplicações do coronavírus para a política econômica de um país desgovernado
Breve comentário sobre os dilemas que a pandemia cria para as políticas econômicas no Brasil e em outros países.
Panelaço contra Bolsonaro é imenso e o que isso pode significar para a economia
Esta edição do Fórum Onze e Meia fala dos panelaços pedindo Fora Bolsonaro, a crise com a China provocada por Eduardo Bolsonaro, a pesquisa sobre a reprovação do governo em relação às ações de combate ao coronavírus e os impactos econômicos dessa pandemia, com a participação do economista Paulo Nogueira Batista Jr. Com comentários de Renato Rovai e apresentação de Dri Delorenzo. #FórumOnzeeMeia #Política #Coronavírus
Coronavírus encurrala neoliberalismo
Donald, I love you
Versão ampliada de artigo publicado na Folha de S.Paulo em 16 de março de 2020.
A política externa brasileira causa perplexidade. Como pode um grande país, pergunta-se no mundo inteiro, comportar-se de forma tão inconsequente, subalterna e até ridícula? O Brasil, um dos gigantes do planeta, apresenta-se agora como um anão ignorante e ressentido.
Estranho, em especial, é o alinhamento aos Estados Unidos. Pelas suas dimensões territoriais, demográficas e econômicas, o Brasil não cabe no quintal de ninguém – frase que escolhi, et pour cause, como título de livro publicado há pouco. E, no entanto, como o pessoal se esforça! O esforço inédito para enquadrar-nos no quintal dos EUA é ao mesmo tempo chocante e intrigante. Este artigo é uma tentativa, talvez ilusória, talvez imaginativa demais, de captar a lógica da atual política externa, em especial da relação com o grande irmão do Norte. Pode bem ser, leitor, que não exista lógica nenhuma. Mas quero crer que exista, sim, algum “método nessa loucura”, como diria Hamlet.
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